Os Quatro Graus para Chegarmos a Deus
Os Quatro Graus para Chegarmos a Deus
Nesse esquema evolutivo traçado para todos, nós, os Espíritos Virginais, passamos por quatro grandes etapas de educação e de percepção de Deus, nosso criador:
A primeira, Seres muito mais evoluídos agem sobre nós, de fora, dando-nos auxílio externo, ajudando-nos a construirmos nossos corpos: o Físico ou Denso, o Vital, o de Desejos e a Mente (os nossos veículos de evolução) – enquanto permanecemos inconscientes do mundo ao nosso redor. Nesta etapa, adorávamos a Deus por meio do medo, a Quem começamos a perceber a existência. Fazíamos sacrifícios para agradá-lo. Passamos a fase do fetichismo.
A segunda etapa, com os veículos já construídos, somos colocados sob a direção dos chamados Mensageiros Divinos e Reis, a quem nós vemos, e a cujas ordens tínhamos que obedecer. Esses Mensageiros Divinos ficaram conhecidos como:
- “Senhores de Vênus” – que num tempo bem longínquo nos iniciaram na arte da forma, através da pintura, escultura e arquitetura e do domínio da palavra como forma de criação nesse Mundo Físico;
- “Senhores de Mercúrio” – que, também num tempo bem longínquo, começaram a nos ensinar como nos dominar, como alcançar o domínio próprio, a utilizar esse Corpo Físico como mais um veículo, por meio do qual pudéssemos sair e voltar nele à vontade e a funcionar nos veículos superiores independentemente do Corpo Físico.
Quase no final desta etapa, após o trabalho destes Mensageiros Divinos, com quem convivíamos no cotidiano, e o chamávamos de deuses, fomos ensinados a adorar somente um único Deus invisível, criador de todas as coisas.
Assim, nessa etapa, aprendemos a olhar a Deus como um doador de todas as coisas e a esperar d’Ele benefícios materiais, agora e sempre. Fazíamos sacrifícios externos por avareza, esperando que Deus nos dê cem por um, ou para livrar-nos do castigo imediato, como: pragas, guerras, doenças, etc.
A terceira etapa, somos ensinados a reverenciar as ordens de um Deus a Quem não vemos. Aprendemos a adorar a Deus com orações e a viver em boa vida, a cultivar a fé num Céu onde obteremos recompensa no futuro, e a abster-nos do mal, para que possamos nos livrar do castigo futuro no Inferno.
A quarta e última etapa, aprendemos a elevar-nos sobre toda a ordem, a converter-nos em uma lei em nós mesmos. Conquistamo-nos a nós mesmos, aprendemos a viver voluntariamente, em harmonia com a Ordem da Natureza, que é a Lei de Deus. Nessa etapa chegamos a um ponto em que podemos agir bem sem pensar na recompensa ou no castigo, simplesmente porque “é justo agir retamente”. Amamos o bem por ser o bem e procuramos ordenar nossa conduta de acordo com este princípio, sem ter em conta seu benefício ou desgraça presente, ou os resultados dolorosos em algum tempo futuro.
Durante a nossa evolução passamos por todas essas etapas. Ainda hoje, todos nós, seres humanos, estamos distribuídos por elas. Alguns ainda permaneceram na primeira etapa, outros na segunda, na terceira e na quarta. Isso ocorre devido ao grau de evolução da pessoa.
Considerando a nossa história aqui na Terra, experimentamos pela primeira vez a primeira etapa há muito tempo atrás, numa Época chamada Lemúrica. Nesta Época fomos treinados a ver e gerar Fenômenos físicos.
Práticas de como fazer acontecer e aparecer coisas nesse Mundo Físico. Isso porque estávamos muito focados nos Mundos Espirituais. Não víamos com clareza o Mundo Físico. Então tudo que fazíamos acontecer nesse Mundo nos impressionava.
Adorávamos o desconhecido por meio de qualquer peça constituída de matéria física. Buscávamos “ver” a Deus nesse Mundo Físico associando-O a alguma peça material. O fetichismo era necessário e próprio para essa etapa de evolução. Os seres humanos, naquela Época, que conseguiam praticar tais intentos eram os seres humanos mais adiantados.
Assim, tudo que se relaciona com fenômenos expressos nesse Mundo Físico e, obviamente, o fetichismo são reminiscências da nossa passagem na Época Lemúrica, há muito tempo atrás.
Assim, os que praticam atualmente o fetichismo estão muito atrasados e vivendo ainda naquela longínqua Época.
Àqueles a quem o Fenômeno no Mundo Físico ainda o impressiona, o faz temer e o fascina, possui fortes reminiscências daquela Época longínqua. Por meio do destino, terão lições que os ajudarão a se libertarem destas reminiscências, a fim de poderem aprender lições mais avançadas.
Já a segunda etapa, experimentamos suas lições pela primeira vez, também há muito tempo, numa Época chamada Atlante. Mais especificamente, quando fizemos parte de uma Raça conhecida como Semitas Originais. Então, fomos ensinados a esquecer dos fenômenos e fetiches – afinal, já estávamos suficientemente voltados para o Mundo Físico! Então, fomos ensinados a adorar um Deus invisível e a esperar recompensas em benefícios materiais ou castigos em aflições e dores. Os seres humanos, naquela Época, que conseguiam praticar tais intentos eram os seres humanos mais adiantados.
Temos muitos exemplos de ensinamentos dessa fase lendo o Antigo Testamento.
Como passagem que mostra a nova orientação de adoração de vários deuses para adoração de um único Deus tem em Êxodo 20, 3: “Não terás outros deuses além de mim”.
E ainda, em Êxodo 20, 5-6: “Eu sou um Deus ciumento que puno a iniquidade dos pais sobre os filhos até a terceira geração dos que me odeiam, mas que também ajo com amor até a milésima geração para aqueles que me amam e guardam os meus mandamentos”.
Com esse recado, fomos ensinados a, se seguíssemos o preceito de Deus seríamos abençoados e cobertos de bens materiais, no entanto, se nos afastássemos dos caminhos orientados por Ele, sofreríamos todos os males. A escolha era nossa. Éramos livres para escolher, mas sofreríamos as consequências dos nossos próprios atos.
Nasciam as Religiões de Raça, a Religião do Espírito Sando, que muito nos ensinaram, e o livre arbítrio, que muito nos ensina. Assim, os que ainda vivem olhando a Deus como um doador de todas as coisas e a esperar d’Ele benefícios materiais, agora e sempre; os que ainda vivem sacrificando por avareza, esperando que Deus lhe dê cem por um, ou para livrar-se do castigo imediato, como doenças, guerras, pragas, pobreza, estão atrasados e vivendo ainda naquela longínqua Época.
Àqueles a quem de Deus deve-se esperar recompensas em benefícios materiais ou castigos em aflições e dores possuem fortes reminiscências daquela Época longínqua. Por meio do destino, terão lições que o ajudarão a se libertar dessas reminiscências a fim de poderem aprender lições mais atuais.
Já a terceira etapa, experimentamos, pela primeira vez, somente nessa Época conhecida como Época Ária. Mais especificamente com o advindo do Cristianismo Popular através da Religião Cristã, a Religião do Filho.
Por meio dele, foi nos dada a Doutrina Cristã: a vinda do Cristo, a Trindade, a Imaculada Concepção, a Crucificação, a Salvação, a Condenação Eterna, a Conversão, a Confissão e Absolvição, o Perdão dos Pecados, a segunda vinda do Cristo.
Aqui somos ensinados a adorar a Deus com orações e a viver em boa vida, a cultivar a fé num Céu onde obteremos recompensa no futuro, e a abster-nos do mal, para que possamos nos livrar do castigo futuro do Inferno. Todo o Novo Testamento nos orienta para o Cristianismo. Indica como não devemos ser hipócritas, nem idólatras, nem buscar recompensas em benefícios materiais quando adoramos a Deus. Por exemplo, lemos em Mateus 6, 1: “Evitai praticar a justiça diante dos homens para serdes vistos. Do contrário, não tereis recompensa do Pai, que estás nos céus”. Quando orarmos a Deus, temos a seguinte orientação, em Mateus 6, 5-8: “E quando orardes, não sejais como os hipócritas, que gostam de rezar em pé nas sinagogas e nas esquinas das praças para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo: já receberam a recompensa (a recompensa humana de serem cortejados). Mas quando rezares, entra no quarto, fecha a porta e reza ao Pai que vê no oculto. E o Pai, que vê no oculto, te dará a recompensa. E nas orações não faleis muitas palavras como os pagãos. Eles pensam que serão ouvidos por causa das muitas palavras. Não os imiteis; pois o Pai já sabe de vossas necessidades antes mesmo de pedirdes”.
O modelo de oração que o cristão deve fazer é dado nos versículos: 9-13, ainda em Mateus 6, e é a conhecida “Pai Nosso”. Há nela sete orações distintas e separadas, uma para cada um dos sete princípios do Ser Humano: o tríplice corpo, o tríplice espírito e a ligação da mente. Nesta etapa, já não devemos mais nos preocupar em acumular bens aqui na Terra. Afinal, o trabalho que tínhamos que fazer aqui já bem o fizemos!
Conquistamos a Região Química do Mundo Físico, transformando-a num paraíso para a evolução. Agora, seu propósito é somente fornecer condições para utilizarmos as oportunidades para construir o Corpo que utilizaremos na próxima fase da nossa evolução. Assim, todo trabalho que envolve a conquista dessa Região Química, deve ser substituído por tarefas que ajudem na conquista da próxima Região, ou seja: a Região Etérica do Mundo Físico.
Por isso que em Mateus 6, 19-21, lemos: “Não acumuleis riquezas na terra, onde a traça e a ferrugem corroem, e os ladrões assaltam e roubam. Ajuntai riquezas no céu, onde nem traça nem ferrugem as corroem, onde nem arrombam nem roubam os ladrões. Pois onde estiverem as riquezas, estará o coração”.
E, complementando, no versículo 24: “Ninguém pode servir a dois senhores. Pois ou odiará a um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas”.
E para aqueles que vivem apenas se preocupando com as aparências, com o supérfluo, com o que um se veste ou outro deveria vestir, com o que os que estão ao seu redor fazem ou não fazem, ou com os prazeres da vida, quem sabe se lessem, compreendessem e vivessem o que Mateus nos fala em 6, 25-30 acordariam dessa ilusão e aproveitariam melhor a sua curta passagem nessa Terra:
“Por isso vos digo: não vos preocupeis de vossa vida com o que haveis de comer, nem de vosso corpo, com o que haveis de vestir. Não será a vida mais do que o alimento e o corpo mais do que a veste? Olhai as aves do céu: não semeiam nem colhem nem guardam em celeiros, e, no entanto, o Pai celeste as alimenta. E vós não valeis muito mais do que elas? Quem de vós, com as suas preocupações, pode aumentar a sua idade de um momento sequer? E com a veste, por que vos preocupais? Olhai como crescem os lírios do campo: não trabalham nem fiam. E eu vos digo, que nem Salomão com toda sua glória se vestiu como um deles. Se Deus veste assim a erva do campo, que hoje cresce e amanhã será queimada, quanto mais vós, homens de pouca fé!”.
Finalmente, a última etapa de educação e de percepção de Deus, nosso criador, é a etapa que representa o ponto em que podemos agir bem e sem pensar em recompensas ou em castigos, mas simplesmente porque “é justo agir retamente”.
Fazemos o bem pelo simples prazer de fazer o bem. Amamos o bem por ser o bem e procuramos ordenar nossa conduta de acordo com este princípio, sem ter em conta seu benefício ou desgraça presente, ou os resultados dolorosos em algum tempo futuro.
Esta etapa, experimentamos, pela primeira vez, também nesta Época conhecida como Época Ária. Mais especificamente com o advindo do Cristianismo Esotérico, trazido também pela Religião Cristã, a Religião do Filho.
Em particular, todos os alunos de todas as escolas de ocultismo estão procurando alcançar esta etapa.
De modo geral, será alcançada na Sexta Época, a Nova Galileia, quando a Religião Cristã unificadora abrirá os corações dos seres humanos.
Então, todos os seres humanos formarão novamente uma fraternidade, tendo Cristo como o Grande Guia Unificador.
A ideia de Raça será sobre passada e a lei de unificação dada por Cristo no Novo Testamento e pouco compreendida: “Se alguém vem a mim e não abandona seu pai, sua mãe, seus filhos, seus irmãos e irmãs, e até sua própria vida, não pode ser meu discípulo” (Lc 14; 25-27), que agora tentamos viver um pouquinho – muitas vezes a vivemos empurrados pelas lições do destino – será o nosso cotidiano e viveremos felizes, porque formaremos uma grande fraternidade, independente da raça, posição social, sexo, simpatia, tamanho, aparência e de todas as ilusões impostas pela nossa personalidade.
Por enquanto, tentemos colocar em prática os ensinamentos Rosacruzes, que não são nada mais, nada menos do que os ensinamentos cristãos e bíblicos trocados em miúdos, adiantando-nos para a próxima etapa a fim de sermos os vanguardeiros, os indicadores do caminho, os servidores para os nossos irmãos que vem atrás, no trabalho de ajudá-los a chegarem lá e, juntos, formarmos a Fraternidade Universal que é o grande destino coletivo de todos nós.
Enquanto isso, a fim de aproveitarmos cada pequeno momento de mais uma passagem aqui na Terra, retirando a quintessência de cada pequena lição que passamos, gravemos os versículos 33 a 34 de Mateus 6: “Buscai, pois, em primeiro lugar o reino de Deus e sua justiça e todas estas coisas vos serão dadas por acréscimo. Não vos preocupeis com o dia de amanhã. O dia de amanhã terá suas próprias dificuldades. A cada dia basta seu fardo”.
QUE AS ROSAS FLORESÇAM EM VOSSA CRUZ


